Por que o MEI não tem holerite — e o que usar no lugar
Quem trabalha como MEI não recebe salário nem holerite. Isso confunde na hora de pedir um financiamento, alugar um imóvel, abrir um cartão de crédito ou comprovar renda para a escola dos filhos — documentos que normalmente pedem "três últimos contracheques".
A boa notícia é que o MEI tem, sim, documentos equivalentes — só que vêm de outro lugar: da Receita Federal e do próprio CNPJ. Os principais são a DASN-SIMEI (declaração anual de faturamento), o extrato bancário do CNPJ e as notas fiscais emitidas. Juntos, eles mostram para bancos e financeiras quanto o seu negócio fatura por mês, em média. Quem mantém esses documentos organizados e em dia — como acontece com a gestão de MEI da Nexmei — consegue montar um comprovante de renda em minutos, sem correr atrás de papel no último dia.
DASN-SIMEI
O documento mais aceito como comprovante de renda do MEI. Nela consta o faturamento bruto total do ano anterior, declarado oficialmente à Receita Federal. Para estimar a renda mensal, muitos bancos dividem o valor anual por 12.
Extrato bancário do CNPJ
Mostra os depósitos e recebimentos reais, mês a mês. É o documento mais usado em conjunto com a DASN-SIMEI, principalmente quando o financiamento exige comprovação dos últimos 3 a 6 meses.
Notas fiscais emitidas
Para quem presta serviço para empresas, as notas fiscais (NFS-e) emitidas no mês ou no trimestre também servem como comprovante — principalmente em análises que pedem o detalhamento por cliente.
Declaração do gestor/contador
Alguns bancos e imobiliárias aceitam uma declaração de faturamento simples, emitida por quem faz a gestão contábil do MEI. É complementar — não substitui a DASN-SIMEI, mas ajuda a contextualizar números recentes.